Cyclamen


Cyclamen
Cyclamen

Cyclamen é o gênero botânico que contém 23 espécies floríferas, dentre elas a planta que popularmente conhecemos como Ciclame da Pérsia, ou simplesmente Ciclame.  As flores que geralmente encontramos no mercado, em cores e tamanhos variados, são cultivares híbridos derivados da espécie Cyclamen persicus

Trata-se de uma planta tipicamente europeia, originária da região do Mediterrâneo. Cultivada e comercializada no mundo todo como planta ornamental, nasce a partir de bulbos (assim como amaryllis, tulipa e lírio) e produz flores curiosamente invertidas, que podem ser brancas, vermelhas, rosadas, entre outras. A folhagem também tem valor ornamental, apresentando diversos padrões de cores e formas.

O cyclamen floresce durante a primavera, sendo que suas folhas murcham e secam após o término da floração. Toda a parte vegetativa acima da terra desaparece. Embora pareça morta, a planta mantém-se em estado dormente, na forma de um bulbo, que tecnicamente recebe o nome de tubérculo. Devidamente hidratado, ele rebrotará no ano seguinte, na mesma época.

Trata-se de uma planta que aprecia climas amenos, não suportando altas temperaturas. Deve ser cultivada em locais bem iluminados, arejados e com elevados níveis de umidade relativa do ar. O solo deve ser rico em material orgânico e não pode permanecer encharcado.

Como ocorre com a maioria das plantas bulbosas, pode ser difícil fazer com que o ciclame floresça novamente, sob nossos cuidados. Ainda que isso aconteça, devido à ausência de condições climáticas apropriadas, obtidas nas estufas profissionais, provavelmente teremos floradas menos generosas e vistosas em casa ou no apartamento.

Calandiva


Calandiva
Calandiva

Aquele pequeno vaso florido que todos nós temos ou já tivemos em casa, a violeta, está sendo aos poucos substituído pelas calandivas. Com muito mais flores, extremamente duráveis e apresentando uma quase infinita variedade de cores, formas e tamanhos, estas plantas vêm conquistando o posto de preferidas nos lares brasileiros. Outro grande atrativo é seu baixo custo, apenas um pouco maior que o das violetas.

Na verdade, a calandiva é uma variedade aprimorada da espécie africana Kalanchoe blossfeldiana, nativa da ilha de Madagascar, e popularmente conhecida como flor da fortuna. Ao longo de décadas, através de sucessivos cruzamentos e melhoramentos genéticos, a kalanchoe foi ganhando cada vez mais flores, com um número cada vez maior de pétalas. Hoje já encontra-se disponível no mercado a kalanchoe de pétalas dobradas, que chega a parecer uma mini rosa, bem como a variedade More Flowers, conhecida no mundo inteiro pela profusão de flores e botões florais em uma mesma planta. Já há, inclusive, kalanchoes geneticamente modificadas, com hastes longas, para serem usadas como flores de corte.

A calandiva é uma planta suculenta, parente dos cactos. Sendo assim, suas folhas têm a capacidade de armazenar água e não necessitam de regas frequentes. Água apenas uma vez por semana é o suficiente para mantê-la bem. Nos meses mais quentes, pode-se aumentar esta periodicidade para duas ou três vezes por semana. É importante evitar molhar as flores e folhas, para mantê-las bonitas por mais tempo.

Embora seja maciçamente comercializada em vasos, a calandiva pode ser plantada no jardim, utilizada como bordadura. Gosta de solo poroso e rico em matéria orgânica, evitando-se que fique encharcado. Nestas condições, florescerá do final do outono até o início da primavera. Quando cultivada comercialmente em estufas, os produtores conseguem fazer com que floresça durante o ano todo.

No ambiente doméstico, devido à ausência de condições climáticas ideais, dificilmente a calandiva florescerá novamente com a abundância e perfeição de uma planta vinda do produtor.

São flores extremamente duráveis, chegando a permanecer belas por mais de dois meses, quando mantidas em condições apropriadas. A flor da fortuna que ilustra este artigo, por exemplo, é uma versão miniaturizada de calandiva branca, que encontra-se florida no apartamento há vários meses. Conhecida por trazer sorte e felicidade, este é um exemplo perfeito de planta para apartamento.

Begônia


Begônia híbrida
Begônia

As plantas do gênero Begonia estão entre as mais comercializadas do país. Belas, compactas e versáteis, são amplamente utilizadas na decoração de ambientes internos e externos. A maioria dos exemplares que encontramos nas floriculturas é constituída de plantas híbridas, resultantes do cruzamento intensivo entre as cerca de 1.000 espécies existentes. 

A begônia é uma planta de fácil cultivo, conhecida por sua floração abundante, que pode ocorrer ao longo de todo o ano. Trata-se de uma excelente opção para decoração de interiores, sendo uma das plantas para apartamento mais populares. Por ser vendida em vasos, suas flores apresentam longa duração. No entanto, após o fenecimento das mesmas, as floração subsequentes serão mais modestas, sem o vigor e a generosidade da begônia que vem do produtor.

As delicadas flores da begônia lembram mini rosas, são encontradas em vários tamanhos, e podem apresentar uma ampla gama de cores, do branco ao vermelho sangue, passando por diversos tons de amarelo, laranja e salmão, além de combinações de duas ou mais cores na mesma flor.

Outra característica peculiar das várias espécies de begônia é a sua folhagem suculenta e ornamental. Muitas costumam ser cultivadas devido ao caráter estético de suas folhas, que podem ser prateadas, avermelhadas, bronzeadas ou ricamente desenhadas em vários tons.

As begônias apreciam ambientes protegidos de correntes de vento e sol direto. Gostam de ser cultivadas em solos ricos em matéria orgânica. As regas precisam ser regulares, sempre que o substrato estiver seco. Aconselha-se evitar molhar as folhas e flores, que são susceptíveis ao aparecimento de fungos. São plantas que não suportam o frio intenso.